Guilherme Longo, padrasto e principal suspeito do crime, foi interrogado durante mais de duas horas nesta segunda-feira (18).

O delegado que investiga a morte do menino Joaquim, no interior de São Paulo, disse nesta segunda-feira (18) que já tem elementos para indiciar o padrasto pelo assassinato. Os dois suspeitos foram interrogados mais uma vez, nesta segunda.
Natália Ponte chegou à delegacia no fim da manhã. Meia hora depois foi a vez de Guilherme Longo, padrasto e principal suspeito do crime. Os dois foram ouvidos durante mais de duas horas, em salas separadas. O conteúdo das novas declarações não foi revelado.
Um laudo divulgado nesta segunda-feira (18) pelo Instituto Médico Legal revelou que a morte de Joaquim não foi causada por agressão física. A perícia confirmou também que, de fato, o menino já estava morto quando foi jogado no rio. O delegado responsável pelo caso disse que já existem provas suficientes para indiciar Guilherme Longo por homicídio doloso, quando há intenção de matar.
"Acredito que sim, mas faltam ainda outras provas. Os laudos são fundamentais para que a gente tenha uma noção efetiva da morte do menino, mas a gente tem bastante provas já finalizadas”, revelou o delegado Paulo Henrique de Castro.
Para o advogado de defesa, não há evidências que justifiquem o indiciamento. “A polícia ainda não mostrou os laudos periciais. Muitos ainda não ficaram prontos. É a partir daí que eu acredito que a autoridade policial, no entender dela, pode ter alguma argumentação nesse sentido”, afirma Antônio Carlos de Oliveira, advogado de Guilherme.
Depois dos depoimentos, o casal retornou para a cadeia. No fim da tarde, a Justiça negou o pedido de revogação de prisão do padrasto. A reconstituição do crime deve ser feita nesta semana.

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